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Terra Blog

Arquivo de: Junho 2008, 03

03.06.08

DIARIO 17

 


Tudo bem, pessoal?

Prontos para lerem mais um relato?

Estávamos próximos a Búzios que a princípio seria o nosso próximo destino, mas além de uma frente fria que estava chegando e ser início de semana, achamos por bem mudar os planos e subir a serra novamente. E assim, após assistir a fórmula um de Mônaco, partimos em direção a Muri RJ. O deslocamento por si só já é um passeio. A paisagem é linda e o clima ajuda.


Muri fica a cem km de Rio das Ostras e dez km de Nova Friburgo. O acesso ao camping CCB é muito ruim para MH. São quase dois km de estrada de chão. A certeza de que trailers e MH chegam até ele não nos fez desistir.
Valeu à pena. O camping é uma delícia. Fica no meio da mata, milhares de pássaros, flores e até uma pequena e gelada cascata. Faltou-me coragem para o banho. Ficamos 48 horas curtindo somente a natureza. Aqui nada de sinal de celular nem internet.


Terça, 27. Nova Friburgo, ou somente Friburgo como se diz por aqui é o maior centro exportador de lingerie e produtor de trutas, mantendo ainda as tradições suíças. Passeamos pelo centro, subimos o teleférico do morro da Cruz e vimos que a praça onde estacionamos o MH, em frente a um batalhão do exército, pareceu ser muito segura. Resolvemos então pernoitar ali mesmo.


Quarta, 28. A dormida foi excelente. Petrópolis é nosso próximo destino. No caminho demos uma rápida parada para comprarmos filés de truta. Estacionamos em frente à churrascaria Chimarrom e surpreso ao ver um carro com placas do Maranhão, o gerente veio conversar conosco. Vagner é nosso conterrâneo de São Luis e mora há 14 anos aqui. Êta mundo pequeno.


Em Petrópolis paramos primeiramente no estacionamento do 14 BIS, museu Casa de Santos Dumont. É bem localizado, fica a duas quadras da famosa Rua Teresa e sensacional para passarmos uma semana se não fosse um porém. Não era permitido o pernoite.

Tivemos o auxilio da simpaticíssima guarda municipal Fernanda. Tentou de todas as formas uma autorização dos superiores para que ficássemos. Como ninguém se sensibilizou, ela então conseguiu um lugar em um condomínio fechado e como se fosse pouco, nos levou até lá. Obrigado Fernanda, se as pessoas agissem como vc, o mundo seria outro.


Quinta, 29. Dormimos maravilhosamente bem. Voltando para o 14 BIS, passei um grande aperto. Ruas apertadas, carros mal estacionados e esquinas com ângulo maior de 90 graus, provaram que a carteira não foi comprada. Se o MH tivesse uns 10 cm a mais, estaria engatado até agora.
Passado o sufoco, Andréa partiu para umas comprinhas básicas e eu aproveitei para baixar a juba.

Petrópolis está linda. O centro histórico foi revitalizado. O asfalto é novo e as calçadas estão mais largas.

 Almoçamos o tradicional nhoque do dia 29 e como estamos há dois dias sem energia elétrica, resolvemos pernoitar em Itaipava, 18 km de Petrópolis. O amigo Argemiro deu a dica do Parque de Exposição. Decepção: a burocracia exigia um ofício autorizando, como não tínhamos, colocamos em prática o plano B. Seguir em frente. São 166 km até Conservatória.
A viagem foi tranqüila, não foi preciso pernoitar em nenhum posto. Chegamos às 18:00 h e auxiliado por um policial, estacionamos ao lado da antiga ferroviária e hoje rodoviária com direito a energia elétrica.


Sexta, 30. Amanheceu ameaçando chover. Depois de um reconhecimento da cidade e ouvindo somente música de qualidade na FM Pedacinho do Céu que fica aqui ao lado, preparamos uma truta com batatas ao molho de manteiga e amêndoas que modéstia a parte não ficou devendo nada aos melhores restaurantes.


Conservatória é uma pequena cidade onde parece que o tempo parou. Com pouco mais de três mil habitantes, recebe muitos turistas nos finais de semana para curtir as serestas. São várias pequenas pousadas e restaurantes que homenageiam cantores de um passado recente. A cidade respira música.


E é claro, nossa programação a noite foi ouvir música. Primeiro comendo uma pizza e depois acompanhando os seresteiros pelas ruas e praça da cidade.



Sábado, 31. Completamos hoje quatro meses de estrada e fomos notícia na FM Pedacinho do Céu. Sob uma fina garoa saímos de Conservatória em direção a Penedo e atingi mais um marco: dirigir o MH na Dutra. Que delicia. O visual é lindo.
Penedo sofre influência finlandesa. Bastou esfriar um pouco que muita gente tira os casacos do armário e lota a cidade.


Não conseguimos energia e a falta de um gerador nos impediu de passar mais tempo aqui. Sentimos falta também de um carro. O acesso a Mauá não nos permitiu ir de MH assim como em várias cachoeiras. O Parque de Itatiaia e Agulhas Negras não puderam ser visitados pelo mesmo motivo.

Domingo, 01. Parabéns pra vc, nesta data querida....
Parabéns meu filho. Mesmo estando distante, estamos muito juntos. Saúde, sucesso e JUIZO, heim??? Agora com 18 anos vc já é um homem e responsável pelos seus atos.


As baterias não agüentaram. Tivemos que partir. Dutra novamente e 100 km depois chegamos a Aparecida SP.


É impressionante o tamanho da Basílica, do estacionamento e da multidão que havia quando chegamos. Tem uma área reservada para trailers e motorhome com energia e água. Paramos ao lado do MH do casal Guido/Adélia de SC.


E com a imagem de Nossa Senhora de Aparecida, encerro esta edição.

  • criado por  casalnaestrada criado por casalnaestrada
  • Postado em 15:44:30