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DIARIO 07
Feliz páscoa!!!!!!!!!!!!!
Terça 18, o dia amanheceu nublado. Uma rápida corrida na praia e a chuva nos trás de volta ao camping. Em baixo do toldo observamos uma família de sagüi descendo dos coqueiros para comer algumas frutas que colocamos no gramado. Encerramos o dia fazendo um churrasco com os “vizinhos” Calu/Cleuma e Rogério/Célia. Noite super-divertida com as estórias e piadas contadas pelo Calu.
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Quarta 19. Fomos invadidos por formigas. É formiga em todos os cantos. Centenas. Acho que as chuvas durante a noite as fizeram sair das tocas. O MH do Rogério foi atacado também. Passamos o dia colocando veneno e nos preparando para seguir viagem na manhã seguinte.
Chega mais um MH ao camping é o casal Martinez/Terezinha já conhecidos do Calu e do Rogério. Aposentados, também moram no motorhome. São doze anos para cima e para baixo nesse Brasil. O pouco tempo que conversamos confirmou o que ouvira de que são “gente boa”.
À noite fomos ao cinema assistir “ANTES DE PARTIR” com duas feras: Jack Nicholson e Morgan Freeman. Vai aí a dica: não percam. Trata-se de amizade, sonho e vida. Não tem como não se emocionar e pensar.
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João de barro construindo sua casa.
Quinta 20. Somos notícia no jornal “Correio de Sergipe”. No dia anterior uma equipe jornalística esteve no camping para uma reportagem sobre o local, gostaram da nossa estória e publicaram a matéria hoje. Assim que tiver o linck, coloco aqui.
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Após mais uma noite de muita chuva, despedimo-nos dos amigos e seguindo o ELEFANTE, nome do MH do Rogério, pegamos a estrada.
Nosso destino é Barra do Itariri já na Bahia.
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Aceitamos o convite para pousar no camping do mesmo nome e aí aconteceu uma série de mal-entendidos. A proprietária me enviou um email informando que o acesso seria pela cidade de Conde. Observando o mapa, vi que seguindo mais vinte km após Conde ainda na Linha Verde, chegaríamos ao camping pegando um trecho de quatro km de estrada de chão. Bem menos do que os treze no caminho indicado por ela. Logicamente optamos pelo mais curto. Para nossa surpresa já quase no final a ponte havia caído e uma de madeira improvisada não suportaria o peso dos ônibus. Se no email tivesse essa informação, jamais teríamos entrado por lá. Más não foi só isso. Fazendo uma reunião a beira do riacho juntamente com a proprietária do camping, decidimos retornar e fazer o caminho indicado. A proprietária ao ver que nossos companheiros viajam com dois cães da raça pequenez, informou que o camping não aceita animais e que inclusive essa informação está no site. A Célia falou que eles estão sempre presos e ela aceitou. Tivemos que voltar um bom trecho de ré a procura de uma entrada que desse para manobrar. E duas horas e meia depois, 50 km rodados sendo aqueles treze de chão que judiaram o MH, chegamos.
Aí não entendi: após entrarmos no camping, manobrarmos e estacionarmos, a proprietária disse que não poderia mais aceitar os animais. Foi um banho de água fria. Como regras são regras e uma coisa que quero distância é do estresse, acompanhei os amigos e saímos. Conseguimos um ponto de luz e água ali mesmo na praia e passamos a noite. O lugar é lindo. Apreciar o fim de tarde e ver o encontro do rio Itariri com o mar iluminado pela lua cheia não tem preço.
Noite super tranqüila.
Ficaremos até domingo.
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Sexta 21, praia. Com a maré seca dá para atravessar o rio a pé. Ficamos um tempo por ali e depois de uma moqueca, berço. Acordo com o Rogério perguntando se não gostaria de ir embora. Motivo: aquele velho problema que temos nas praias de São Luis também. Carros com som lá nas alturas. E pelo estado de embriaguez da turma, aquele incomodo não tinha previsão de acabar. Desliga a luz, recolhe as mangueiras, trava tudo e tchau. Vamos para Salvador.
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Passado aqueles treze km cruéis, o restante foi uma maravilha. Havíamos combinado que se houvesse qualquer dificuldade, faríamos o pernoite em algum posto de combustível. A linha Verde está perfeita e a lua cheia deixava a noite um dia. Viajando devagar e com muita responsabilidade às vinte horas estávamos no camping ecológico de Itapuã.
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Sábado 22, o tempo oscila entre sol forte e pancadas de chuva. Fizemos o reconhecimento do camping. Fica a beira mar e é administrado por uma associação de moradores. Isso mesmo, moradores. Cerca de quarenta famílias moram aqui em trailer, motorhome ou barracas. Alguns têm até jardim. Conhecemos a dona Cenira, uma gaúcha de oitenta anos que por causa do frio saiu num MH do Rio Grande com intenção de morar em Fortaleza. Ela e um casal de filhos não gostaram da cidade e aí foram para Aracajú. O filho montou um pequeno negócio e um dia ela e a filha contrataram um motorista para conhecer Salvador. Aqui chegando, compraram uma passagem de volta para o motorista e não saíram mais. Já moram no camping há quatro anos. Diz ela que vive no paraíso.
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Domingo 23. Hoje é páscoa. Começo o dia madrugando para assistir a fórmula um. É... Acho que não está valendo o sacrifício.
Após os afazeres domésticos acompanho o Rogério e a Célia na preparação do seu MH para partirem. Eles saem depois do almoço. Ligamos para os familiares para desejar feliz páscoa e depois noto que paira uma tristeza no ar aqui no nosso lar. Não sei se pela distância dos filhos nesta data, se pela partida do Rogério e a Célia ou se por perceber que o tempo passa, algumas coisas não evoluem e continuam as mesmas!!!!
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Enquanto escrevo esse diário, recebemos a visita do Pompilio. Baiano, possui um MH também e acompanha nosso blog desde o inicio. Muito querido no meio, (tinha ouvido falar dele em Natal e em Maceió) é mais um “gente boa” que conhecemos nessa viagem. Sairemos junto amanhã para uma volta em Salvador.
Por enquanto é só. Até semana que vem.
criado por casalnaestrada
17:00:32